DO · Território de origem
Café da Canastra
Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos
Café da Canastra é uma denominação de origem relacionada a Café em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos, em MG. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.
Na região da Canastra, o café tem uma identidade própria. A denominação de origem reconhecida pelo INPI reúne cafés arábicas cuja qualidade se relaciona ao ambiente regional e ao trabalho dos cafeicultores. É uma origem diferente da indicação geográfica do queijo Canastra, com registro, regras e área próprios.
Na xícara, a ficha descreve doçura elevada, acidez predominantemente cítrica e corpo denso, cremoso e sedoso. Entre os aromas e sabores aparecem mel, frutas amarelas e tropicais, chocolate ao leite e notas de castanhas e frutas cítricas. O processamento natural, por via seca, e a avaliação sensorial integram as regras para utilizar a denominação.
Capitólio e Delfinópolis estão entre os dez municípios citados na delimitação do café. Essa relação permite conhecer a produção local em conjunto com as paisagens e os destinos da região, sem confundir a área da IG com os limites de um circuito turístico.
Conheça esta origem
- Nome no registro
- Canastra
- Registro INPI
- BR412022000012-6
- Modalidade
- Denominação de Origem
- Estado relacionado
- Minas Gerais
- Concessão do registro
- 19/09/2023

Onde fica a área geográfica
A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.
Medeiros, Bambuí, Doresópolis, Pimenta, Piumhi, Capitólio, São João Batista do Glória, Vargem Bonita, São Roque de Minas e Delfinópolis, do Estado de Minas Gerais.
O que caracteriza o produto ou serviço
O produto da DO Canastra, no Estado de Minas Gerais, é o café da espécie arábica em grãos crus, beneficiados, torrados e torrados e moídos. Possui atributos sensoriais de aroma e sabor predominantes de mel, frutas amarelas, frutas tropicais, chocolate ao leite e frutas cítricas com nuances de castanhas, limão cravo e laranja. Possui doçura alta com notas de açúcar mascavo e cana de açúcar em equilíbrio com acidez elevada e predominantemente cítrica. O corpo é denso, cremoso e sedoso, com finalização longa e doce.
A relação entre o produto e o lugar
A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.
A maioria das lavouras de café, nos diferentes municípios da região delimitada, está em relevo plano e/ou suave ondulado, com declividades que variam entre 0 a 8%. Toda a área está abaixo de 20% de declive, o que permite a mecanização no cultivo. Há presença de latossolos, argissolos, cambissolos, neosolos, plintossolos e, ainda, afloramentos rochosos. Os plantios são feitos na altitude mínima de 602m e máxima de 1.052m, sendo que as áreas de relevo suavizado são abruptamente interrompidas pelo paredão da Canastra e, após essa brusca elevação, novamente se distribuem em superfícies de relevo suavizado.
Com relação às áreas com altitudes mais elevadas, normalmente associadas à produção de cafés de qualidade superior, observa-se que vinte e nove por cento das terras encontramse acima de 1.000 metros e dezessete por cento das terras estão acima de 1.100 metros de altitude. A temperatura média na região é de 20,8°C, com mínima e máxima anuais de 14,1°C e 27,5°C, respectivamente. A precipitação total média é de 1.461mm. A Canastra possui os tipos climáticos úmidos B1, B2 e B3, em que o índice de umidade varia entre 20 e 80, influenciando na evapotranspiração e deficiência hídrica anual com valores bastante variáveis.
Quanto maior o índice de umidade, menor é a evapotranspiração e a necessidade de irrigação. O plantio na região ocorre predominantemente entre outubro e dezembro, sendo a colheita possível entre maio a setembro, dependendo do porcentual de frutos maduros. O amadurecimento está diretamente relacionado às condições ambientais na safra. O café deve ser cultivado predominantemente em sistema de sequeiro, ou seja, lavouras submetidas à irrigação, de qualquer modelo, não são permitidas.
A distribuição espacial da qualidade sensorial dependeu da tecnologia usada no processamento, por isso apenas os cafés processados pelo método natural, via seca, que atinjam 84 pontos na análise sensorial realizada pelo método Specialty Coffee Association (SCA) estarão aptos a usar a denominação de origem.
As condições climáticas da região, que possui uma temperatura média considerada amena, aliada aos índices pluviométricos e de umidade, à altitude e ao saber fazer nas técnicas de produção, colheita e modo de beneficiamento conferem aos cafés da DO Canastra os atributos sensoriais de aroma e sabor predominantes de mel, frutas amarelas, frutas tropicais, chocolate ao leite e frutas cítricas com nuances de castanhas, limão, cravo e laranja. A doçura é alta, com notas de açúcar mascavo e cana de açúcar em equilíbrio com acidez elevada e predominantemente cítrica. Já o corpo da bebida é denso, cremoso e sedoso, com finalização longa e doce.
Quem requereu o registro
Associação dos Cafeicultores da Canastra
Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.
Municípios relacionados
O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.
Minas Gerais
Doresópolis
Conhecer destinoMinas Gerais
Medeiros
Conhecer destinoMinas Gerais
Capitólio
Conhecer destinoMinas Gerais
Pimenta
Conhecer destinoMinas Gerais
Vargem Bonita
Conhecer destinoMinas Gerais
Delfinópolis
Conhecer destinoMinas Gerais
São Roque de Minas
Conhecer destinoMinas Gerais
São João Batista do Glória
Conhecer destinoMinas Gerais
Piumhi
Conhecer destinoMinas Gerais
